Em pleno Oceano Atlântico, a oeste da costa Africana e muito próximo da Europa Ocidental, situam-se as ilhas da Madeira, Porto Santo e ilhas desertas selvagens. Este arquipélago têm como capital a cidade do Funchal.
De origem vulcânica, o arquipelago dispõe de um clima subtropical e as suas paisagens únicas fazem com que seja um destino turístico muito apreciado por vários motivos. A simpatia do povo deste arquipélago, a beleza natural e o clima ameno do arquipélago são os principais atractivos.
Devido á curta distância das principais cidades da Europa, muitos dos visitantes aproveitam para visitar a ilha, seja em temporadas mais ou menos curtas.
A Madeira e do Porto Santo são locais ideais para serem visitados, sendo possivel conciliar o ritmo da cidade, com o desfrute das praias e os passeios nas montanhas, apreciando a maravilhosa paisagem natural da Madeira, classificada pela UNESCO como património Mundial natural.
Arquipélago da Madeira
O seu clima ameno, aliado a uma temperatura de água do mar raramente inferior aos 17º, oferece a possibilidade de se praticar um grande número de desportos ao ar livre, praticamente durante todo o ano.
Outra atracção turistica muito popular, são os monumentos, museus, palacetes, igrejas centenárias que merecem uma atenção muito especial.
A ilha do Porto Santo, situada a cerca de 40Km da ilha da Madeira é ideal para umas férias mais calmas e relaxantes. A praia de areia dourada têm cerca de 9Km de comprimento e é banhada por águas cálidas e cristalinas.
Por outro lado, nas desabitadas ilhas Desertas e Selvagens localizadas a 22 milhas a sudeste da cidade do Funchal, poderá conhecer algumas espécies de fauna e flora muito raras no planeta.
De referir que nestas ilhas encontra-se o último refúgio no oceano atlântico da foca mais rara do Mundo; a foca monge.
As ilhas Selvagens são constituídas por dois grupos de pequenas ilhas, a Selvagem Grande e a Selvagem Pequena que estão localizadas a cerca de 180 milhas da Ilha da Madeira.
Na ilha da madeira e Porto Santo, poderá encontrar o alojamento ideal para que passe umas férias de sonho.
Hoteis, aparthoteis de todas as categorias, apartamentos férias casas rurais...
Tirar férias na Madeira é a opção certa com a garantia de que vai adorar.
O arquipélago da Madeira fica situado numa faixa de latitude ligeiramente a sul da do continente, próximo dos 33° N. Compreende, além da ilha que lhe deu o nome, a do Porto
Santo, com pouco mais de 40 km", e um grupo de ilhotas, as Desertas, que, como o seu nome indica, não são habitadas e têm perto de 15 kmê; e também, para sul, mais próximo das Canárias, as ilhas Selvagens. Resulta assim que à Madeira corresponde a larga maioria da extensão total do arquipélago, avaliada em 796 krnê.
As ilhas são de origem vulcânica e encontram-se implantadas numa área de contornos irregulares. Constituídas por rochas eruptivas, com ampla representação dos basaltos, nelas se encontram também afloramentos de formações sedimentares (calcários, arenitos, conglomerados) em largas extensões do Porto Santo e muito escassamente na Madeira; essas formações têm sido atribuídas, através dos seus fósseis, ao Miocénico Médio e, intercaladas entre materiais vulcânicos, permitem-nos concluir que a formação das ilhas se teria iniciado nessa altura, embora se admita que as primeiras erupções, tanto neste arquipélago como no dos Açores, datem possivelmente da passagem do Cretácico para o Cenozóico, de modo que terão sido bem anteriores.
A Madeira é uma ilha de relevo muito acidentado, que culmina a 1861 m no pico Ruivo de Santana, e na qual a intensa acção erosiva tomou dificilmente identificáveis as formas que lhe deram origem. Tem o aspecto geral de um dorso, estendido de oeste para leste e cortado pela abrasão a norte e a sul, de forma mais vigorosa na parte setentrional, por acção dos ventos gerais, ou alísios, que sopram de nordeste e, como são predominantes, reforçam a energia das vagas naquele quadrante. O Porto Santo, com formas de relevo igualmente bastante gastas pela erosão, é, no seu conjunto, muito menos acidentado, com retalhos mais ou menos planos, o que facilitou a instalação de um aeroporto de grandes dimensões, projecto que na Madeira esbarra com dificuldades, pois as áreas planas, que correspondem a uma plataforma substrutural, o Paul da Serra, estão na parte alta da ilha, afastadas da cidade do Funchal e sem que as condições climáticas sejam inteiramente favoráveis.
A ocupação humana destas parcelas insulares não pode deixar de levantar o problema das circunstâncias em que foi feita e dos objectivos que se tinham em vista. Quanto a estes, é necessário tomar em conta que se trata da fase inicial de um movimento muito mais amplo, cujas causas são altamente complexas, embora a princípio não se tivesse decerto ideia do âmbito que viria a assumir. A decisão de povoar o arquipélago, que já era conhecido em tempos anteriores, foi tomada nos princípios do século xv. Cerca de 1425, instalaram-se no Porto Santo e na Madeira alguns habitantes, dirigidos por Bartolomeu Perestrelo, no primeiro, e por João Gonçalves Zarco e Tristão Teixeira, na segunda. Depararam-se-lhes decerto árduas tarefas, em especial na ilha maior, de relevo movimentado e revestida por densas matas, que estiveram na origem do seu nome. Uma vez processadas as derrubadas e queimadas, que permitiram abrir algumas clareiras, fizeram-se as primeiras culturas, as quais garantiram, juntamente com a criação de gado e a pesca, a subsistência dos povoadores.
As condições climáticas da Madeira, com a diferenciação introduzida pelo relevo, permitem que se tenha acentuado a variedade de espécies cultivadas, sem dúvida um dos traços salientes da paisagem agrária da ilha. Nota-se um escalonamento aproximado com a altitude, de tal modo que a um andar baixo de espécies tropicais (bananeira, cana-de-açúcar, anona, papaia, manga, maracujá) se sucede outro, mediterrâneo (figueira, nespereira, agrumes, vinha, descendo esta até ao nível do mar), e o dos cereais (milho, trigo, centeio, cevada), enquanto no fundo dos vales altos se encontram árvores de fruto da Europa média (cerejeira, macieira, ameixeira). A falta de rigidez deste esquema (em muitas parcelas a policultura é extremamente rica) faz que, segundo Orlando Ribeiro, «se as culturas tropicais se detêm cerca dos 300 rn, as plantas do Mediterrâneo ou mesmo da Europa média descem por vezes até junto ao mar. Daí a espantosa variedade da paisagem agrária na Madeira, que lembra tanto as 'plantações' das ilhas tropicais, como a exploração, meio agrícola, meio florestal, das montanhas mediterrâneas. Podem ver-se ao mesmo tempo aspectos que estão, geralmente, separados por várias dezenas de graus de latitude".
Pode dizer-se que a agricultura madeirense assenta fundamentalmente em três bases. Uma delas é a criação de gado, actividade em grande parte complementar, que assegura a abundante estrumação dos solos, necessária devido ao ritmo intensivo da sua ocupação, não obstante aqueles, derivados das rochas vulcânicas largamente predominantes, serem em regra dotados de boa capacidade de uso. Esta é, porém, reduzida pela multiplicidade de declives, resultante do relevo acidentado, o que toma necessária a construção de socalcos (aqui chamados poios) em vastas extensões de área cultivada. Por último, em terceiro lugar, melhoram-se as condições de desenvolvimento vegetativo através da rega, indispensável em alguns casos, simples forma de conseguir maiores rendimentos noutros: como as áreas mais chuvosas são o Norte e o interior montanhoso e a mais aproveitada para a agricultura é o Sul com os seus declives, apesar de tudo menos ásperos, construiu-se, através de um esforço prodigioso, extensa rede de canais de rega - as levadas -, que servem numerosos campos e cujo comprimento total é de muitas centenas de quilómetros. Esta agricultura intensiva desenvolve-se no quadro de explorações pequenas e parceladas.
A pesca, ao contrário do que os condicionalismos de insularidade talvez levassem a pensar, não assume particular significado na economia da Madeira.
Pelo contrário, o turismo desenvolveu-se precocemente e de modo acentuado, favorecido pelas características do clima, pelas belezas naturais e pelo papel do porto do Funchal nas grandes rotas de navegação, que contribuiu para difundir mais facilmente o conhecimento da Madeira e dos seus atractivos.
A Madeira constitui uma área superpovoada, no entender de diversos autores que a têm estudado. Não admira, pois, que se tenha originado volumosa corrente emigratória, a qual, ao contrário do que aconteceu no continente, não tem conhecido grandes entraves nos últimos anos; os locais de destino são também diferentes, e o país mais procurado pelos emigrantes madeirenses é a Venezuela. É claro que a noção de óptimo demográfico é muito relativa, na medida em que só se pode entender em função da conjuntura global da região.